Faz parte de uma fase (boba) da vida tentar desconstruir valores socialmente transmitidos para nós. Ou talvez isto até denote uma boa capacidade de análise e reflexão sobre o comportamento automático do homem. Mas olha, tem coisa que não há santo que mude. Acendam isqueiros, chamem os violinos e as pétalas de rosas porque eu vou te dizer: uma vez firmemente construído, um sentimento é difícil de ser quebrado.
Penso que sempre julgamos erroneamente nosso preparo emocional. Fazemos de tudo para enterrar algumas coisas que são facilmente trazidas à superfície com meia dúzia de acordes, ou então com um cheiro. Crisis avoided? Porra nenhuma. Não adianta, cave o quanto quiser, o sentimento volta.
Pareço andar pra trás em alguns momentos, quando me pego descobrindo coisas como se fosse criança, como se ainda tivesse 14 anos de idade (pra mim, essa é a idade-chave quando começam os questionamentos profundos) e tivesse tido a epifania de que a dor tá aí, a todo momento.
Aprendi que lembranças voltam, querendo ou não. Consigo até visualizá-las como ondas. Às vezes é marola. Às vezes é ressaca. De quanto tempo vou precisar pra não tomar um caixote quando elas vierem novamente?
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11.1.09
Da série: "Imposições Sociais"
Numa recente conversa, com uma pessoa também recentemente presente em minha vida, debatíamos a necessidade de títulos e a dificuldade "dos outros" de entenderem certos modelos de relacionamento.
Desde cedo, nos é imposta a obrigação de pôr tudo em pratos limpos, digamos, para dar à sociedade o conforto de conhecer nossos passos e nossa linha de raciocínio. Mas qual é o benefício que isso nos traz? Bisbilhotice é benefício?
Certos rumos que tomei na vida me fizeram dar murro em ponta de faca, até descobrir que, na realidade, eu não precisava insistir no que me foi imposto, e poderia construir um modelo novo.
Porém, este processo de moldar o ponto de vista é absolutamente pessoal e intransferível, de modo que tentar fazer com que se entenda o que você vive é o verdadeiro murro em ponta de faca. Por vezes, os clichês sociais criados há séculos se impõem ao raciocínio lógico. O que para os outros pode parecer submissão ou anulação de si mesmo, para você pode significar respeito pela individualidade do outro e pela sua também.
Para que tentar fazer com que um elemento exterior entenda o que parece estranho, se é esta excentricidade aquilo que lhe satisfaz?
Desde cedo, nos é imposta a obrigação de pôr tudo em pratos limpos, digamos, para dar à sociedade o conforto de conhecer nossos passos e nossa linha de raciocínio. Mas qual é o benefício que isso nos traz? Bisbilhotice é benefício?
Certos rumos que tomei na vida me fizeram dar murro em ponta de faca, até descobrir que, na realidade, eu não precisava insistir no que me foi imposto, e poderia construir um modelo novo.
Porém, este processo de moldar o ponto de vista é absolutamente pessoal e intransferível, de modo que tentar fazer com que se entenda o que você vive é o verdadeiro murro em ponta de faca. Por vezes, os clichês sociais criados há séculos se impõem ao raciocínio lógico. O que para os outros pode parecer submissão ou anulação de si mesmo, para você pode significar respeito pela individualidade do outro e pela sua também.
Para que tentar fazer com que um elemento exterior entenda o que parece estranho, se é esta excentricidade aquilo que lhe satisfaz?
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